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Emoção, civismo e democracia marcam desfile de 7 de setembro em Brasília

O feriado prolongado de 7 de setembro foi marcado por emoção, civismo e democracia na capital federal. Milhares de pessoas compareceram à Esplanada dos Ministérios para assistir ao desfile cívico-militar, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da vice-presidenta Manuela D’Ávila, de ministros, parlamentares e outras autoridades.

O tema do desfile deste ano foi “Democracia, soberania e união”, uma mensagem de valorização da pátria, da liberdade e da diversidade. O presidente Lula discursou no palanque oficial e destacou a importância da data para a história do Brasil.

Emoção, civismo e democracia marcam desfile de 7 de setembro em Brasília
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

“O 7 de setembro é um dia de celebrar a nossa independência, mas também de reafirmar o nosso compromisso com a democracia, a soberania e a união do nosso povo. Nós somos uma nação forte, plural e solidária, que não se curva diante dos desafios e que não abre mão dos seus direitos. Nós somos um país que respeita as diferenças, que dialoga com o mundo e que defende a paz”, disse o presidente.

O desfile teve início às 9h e durou cerca de duas horas. Participaram do evento cerca de 3 mil militares das Forças Armadas, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, guardas municipais e estudantes de escolas públicas e privadas. Foram exibidos veículos blindados, helicópteros, aviões e embarcações das Forças Armadas.

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Um dos momentos mais esperados foi a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira, que encerrou o desfile com acrobacias aéreas e desenhos coloridos no céu. A plateia aplaudiu e vibrou com as manobras dos pilotos.

O público que acompanhou o desfile demonstrou patriotismo e emoção. Muitos vestiram as cores verde e amarela, agitaram bandeiras do Brasil e cantaram o hino nacional. Alguns também aproveitaram para expressar apoio ao governo ou manifestar opiniões políticas.

A professora Jamile Demenciano, de 37 anos, se emocionou ao lembrar do avô e dos desfiles de 7 de setembro que assistiam juntos quando era criança, no interior do Rio de Janeiro. Ela veio do entorno do Distrito Federal, onde mora agora, para o evento na Esplanada dos Ministérios.

“Isso é civismo, independentemente de questão ideológica. Meu avô é falecido e estou aqui também por ele. Eu falava pra ele que um dia ia a Brasília ver o desfile, então, pra mim, é emocionante este momento”, disse.

Para Jamile, o tema do desfile é necessário. “Fala da paz que a gente busca e soberania do nosso país, porque sabemos que ele é lindo e é de todos os brasileiros”, disse.

O motorista José Eustáquio, de 73 anos, morador de Taguatinga, escolheu vestir a camisa amarela da seleção brasileira de futebol. Ele chegou às 6h da manhã para garantir um lugar nas arquibancadas.

“Fiz questão de vir pra celebrar a democracia. Colocar a camisa verde e amarela, apoiando o governo democrático e popular que elegemos”, disse. “Deus acima de qualquer coisa, como eles diziam antes. Mas Brasil acima de tudo, a democracia juntamente com essa grandeza que é esse país e o povo brasileiro tão sofrido”, acrescentou.

O educador de trânsito José Maria do Nascimento, de 52 anos, veio de Fortaleza, como faz todos os anos para o 7 de setembro. Ele comparou o evento de hoje com o do ano passado.

“O desfile é tradicional, independentemente de política. Ano passado estava aqui, este ano novamente. Senti, ano passado, que o pessoal estava mais agitado, aglomerado; este ano está mais tranquilo. O Brasil tem que voltar a girar, como era antes. De 2020 para cá mudou muita coisa, em relação ao respeito às decisões dos outros. Quando a mulher diz ‘não’ para um homem, ele tem que aceitar. Quando as urnas deram um ‘não’, as pessoas têm que respeitar”, disse, citando as eleições presidenciais de 2022 que elegeram o presidente Lula.

O jardineiro Derisvan Lima da Silva, de 38 anos, também sempre frequentou os desfiles cívicos na Esplanada, exceto nos últimos quatro anos. Agora, em 2023, ele disse que se sentiu seguro novamente e trouxe a filha Lorena, de 4 anos.

“Me sinto feliz onde estou hoje. Eu me sinto mais seguro hoje, Brasília precisa dessa tranquilidade”, disse.

A secretária Ivone Divina Marçal Dias, de 64 anos, também escolheu se vestir de amarelo e lembrou de quando assistia os desfiles com o pai, quando eles ainda aconteciam na Avenida W3, outra via do Plano Piloto.

“Hoje vim de amarelo. Essa cor é de todos nós”, disse. “Gosto de tudo, do povo, da alegria das pessoas. Não importa o que você defende, é um dia importante para todos, é a nossa pátria, a nossa liberdade e daqui pra frente só vamos querer o melhor”, acrescentou.

Muitas famílias aproveitaram o feriado para passear pela Esplanada dos Ministérios e visitar a exposição de veículos militares, que ficou aberta ao público após o desfile. As crianças se divertiram tirando fotos e conhecendo de perto os equipamentos das Forças Armadas.

Ao fim do evento, as filhas da farmacêutica Marcela Souza Machado, de 42 anos, escolheram seus momentos favoritos. Além da Esquadrilha da Fumaça, foram eleitos a torre humana e o desfile de alunos das escolas públicas.

Foi a primeira vez que Marcela esteve no desfile e disse que pretende voltar.

“Gostei bastante. Agora, vamos caminhar e ver a exposição”, disse.

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