Estado amplia vacinação da gripe para toda população a partir de segunda-feira

O Estado de São Paulo decidiu ampliar campanha de vacinação contra a gripe a partir de segunda-feira (12). Com término da campanha dos grupos prioritários nesta sexta-feira (9), as doses remanescentes poderão ser aplicadas em pessoas de outras faixas etárias.

Conforme balanço desta segunda-feira (5), 8,4 milhões de doses foram aplicadas nos públicos-alvo, correspondendo a uma cobertura vacinal de 45,9%, entre um total de 18 milhões de pessoas que integram as categorias indicadas na campanha. Com exceção dos indígenas – único grupo a atingir 100% de cobertura -, todos os demais públicos têm coberturas inferiores a 65%.

Assim, a expansão para a população em geral foi definida pela Secretaria de Estado da Saúde em conjunto com os municípios e permite que mais pessoas se protejam contra o vírus Influenza.

“Contamos com a participação de todos que integram estes públicos para que procurem os postos até esta sexta-feira (9) e garantam sua proteção contra a gripe. Estas pessoas ainda terão prioridade a partir do dia 12, mas toda a população poderá se vacinar enquanto houver doses disponíveis na rede”, diz a médica da Divisão de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

Etapas

Visando reduzir aglomerações para reforçar a prevenção à COVID-19, o cronograma da campanha foi dividido em três etapas e, mesmo entre os grupos inseridos anteriormente e que ainda podem comparecer aos postos, ainda há baixa adesão.

A primeira etapa começou em 12 de abril, voltada a 5,5 milhões de pessoas. Desse total, somente 3,1 milhões aderiram à campanha até o momento, somando 2 milhões crianças 64,1% de cobertura vacinal), 234,8 mil gestantes (53,7%), 850,1 mil profissionais da saúde (54,7%) e 44 mil puérperas (62,6%). Também foram vacinados 6,6 mil indígenas, plenamente alcançados com a campanha.

Outras 7,8 milhões de pessoas estavam incluídas na segunda etapa, realizada a partir de 11 de maio. Somente 4 milhões procuraram os postos até o momento. Entre os idosos, que tradicionalmente têm alto engajamento na campanha, foram aplicadas 4 milhões de doses, o que equivale a apenas 55,2% da cobertura vacinal. Também foram imunizados 289 mil professores, com 53,1% de alcance (confira abaixo dados por região).

Esta terceira e última etapa da campanha, que começou no dia 9 de junho, previa 5,1 milhões pessoas com comorbidades e com deficiência (física, auditiva, visual, intelectual e mental ou múltipla); caminhoneiros, trabalhadores portuários e de transporte coletivo; profissionais das forças armadas, de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional; população privada de liberdade e jovens e adolescentes sob medidas socioeducativas. Porém, até hoje (5), somente 881 mil pessoas destes grupos se imunizaram.

Seguindo a legislação, devem ser priorizados nas salas vacinais os idosos com mais de 80 anos e há triagem diferenciada e orientações para quem apresentar sintomas respiratórios.

O Instituto Butantan disponibiliza ao Brasil 80 milhões de doses da para a campanha nacional, com produção integral do imunizante e sem necessidade de importação de matéria-prima. O imunizante deste ano é constituído por três cepas de Influenza: A/Victoria/2570/2018 (H1N1)pdm09; A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Em 2020, o Estado de São Paulo registrou 809 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) atribuíveis ao vírus Influenza e 119 óbitos.

“A gripe e a COVID-19 são doenças respiratórias que circulam simultaneamente aqui no Estado. Por isso, toda medida preventiva é necessária para cuidar de si e do próximo. A vacina é totalmente segura e não causa gripe, pois é composta apenas de fragmentos do vírus que garantem a devida proteção”, complementa Núbia.

COVID-19

Quem está nos grupos da campanha de gripe e também estiver entre os públicos da vacinação contra COVID-19 deve respeitar um intervalo de 14 dias para receber doses destinadas a prevenção contra estas doenças.

Se houver interesse em intercalar o cronograma, como o imunizante contra o novo coronavírus é aplicado em duas doses, é possível receber a primeira, aguardar 14 dias para receber a da gripe, e depois esperar no mínimo mais 14 dias para receber a segunda dose contra COVID-19.

Respeitando os protocolos de prevenção, as salas de vacinação deverão manter organização do ambiente e evitar aglomerações, com distanciamento entre mesas e profissionais e pacientes, além da disponibilização de álcool para higienização das mãos.

A aplicação da vacina contra a gripe deve ocorrer em sala distinta da reservada para imunização contra COVID-19.

Os profissionais estão orientados a fazer triagem com identificação de paciente com sintomas respiratórios, como tosse, coriza e falta de ar. Os que apresentarem apenas tosse ou coriza poderão receber a vacina, com a orientação para procurar um serviço de saúde. A mesma recomendação será dada aos que apresentarem febre ou mau estado geral, e neste caso a aplicação da vacina precisará ser reprogramada até a recuperação do quadro clínico.

Por Gov. do Estado

Terceira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começa hoje

A terceira e última etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começou hoje (9) e vai até 9 de julho. Esta fase abrangerá cerca de 22 milhões de pessoas.

Neste período, serão imunizados integrantes das forças de segurança e salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.

Até o fim da campanha, a expectativa do Ministério da Saúde é distribuir 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, para imunizar um público-alvo de 79,7 milhões de pessoas. Desse total, até agora, foram alcançados 29,5% do público.

Balanço
Segundo o Ministério da Saúde, até as 11h26 de hoje (9), foram aplicadas 23,6 milhões de doses das 58,3 milhões distribuídas para as unidades da federação. Os dados são do Painel Influenza 2021. Os estados que receberam os maiores números de doses são, pela ordem, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

*Com informações da Agência Brasil

Capital realiza hoje “dia D” de vacinação contra gripe

A Prefeitura de São Paulo promove neste sábado (15) mais uma edição do “Dia D” da vacinação contra o vírus Influenza, da gripe. A imunização será feita, das 8h às 17h, exclusivamente em escolas e equipamentos de ensino que já integram a estrutura da campanha iniciada em 12 de abril.

Equipes de todas as 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência estarão presentes nas escolas para ajudar na organização e aplicação das doses. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) montou essa rede diferenciada de postos para evitar aglomerações e o conflito com a vacinação contra a Covid-19.

No primeiro mês de campanha 622.611 pessoas foram imunizadas e a estimativa é que pelo menos 4,7 milhões de pessoas recebam a vacina até 9 de julho, data prevista para o encerramento da campanha.

Em 2021, devido à pandemia, o processo de imunização contra a gripe inverteu os grupos prioritários. A campanha foi dividida em diferentes fases. A primeira foi direcionada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes e mães de recém-nascidos (puérperas), povos indígenas e trabalhadores da saúde.

Todos os profissionais de saúde que tiverem comprovação de atuação na categoria, ou, de vínculo empregatício no setor, poderão receber o imunizante. Basta apresentar um documento de identificação e do conselho de classe, além da carteira de vacinação e ou Cartão SUS.

A segunda etapa, iniciada terça-feira (11), contempla os idosos com 60 anos ou mais e os professores das escolas públicas e privadas.

A partir de 9 de junho a fase 3 da campanha contra a gripe atenderá pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, trabalhadores das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, caminhoneiros, portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens, de 12 a 21 anos de idade, sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Tudo em dia

Durante o “Dia D” também será possível aos integrantes dos grupos elegíveis realizarem a atualização da caderneta de imunização.

A vacina contra a Influenza pode ser aplicada simultaneamente com qualquer outra do Plano Nacional de Imunização (PNI), exceto a que é aplicada contra a Covid-19.

Desde o início da campanha, 52.311 carteirinhas de vacinação de crianças já foram atualizadas na capital paulista.

Covid-19

A vacinação contra a gripe é muito importante para reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus Influenza, facilitar o diagnóstico diferencial entre Covid-19 e demais doenças respiratórias e evitar internações e sobrecarga do sistema de saúde. No momento, a prioridade deve ser dada à vacinação contra o coronavírus.

A SMS alerta que pessoas com Covid-19 ou que tiveram alta há menos de 28 dias não poderão tomar a vacina da gripe neste momento.

A aplicação também será adiada caso a imunização contra a Covid-19 tenha ocorrido há menos de 15 dias ou se a segunda dose estiver agendada nos próximos 15 dias.

Serviço
Dia D de Vacinação Contra Influenza 2021
Sábado, 15 de maio, das 8h às 17h
Clique aqui para acessar os endereços dos postos de vacinação

*Por Pref. de São Paulo

Capital terá Dia D de vacinação contra gripe no sábado

(Arquivo/Divulgação)

A capital paulista realizará neste sábado (15) o Dia D de vacinação contra a gripe – vírus influenza. Na atual fase da campanha, estão aptos a serem vacinados gestantes e puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, profissionais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), idosos com 60 anos de idade ou mais, e professores das escolas públicas e privadas.

Para a realização da campanha contra a gripe sem conflito com a vacinação contra a covid-19, a prefeitura de São Paulo decidiu realizar a imunização contra a influenza exclusivamente em escolas e estabelecimentos de educação. 

A lista dos locais de vacinação pode ser vista na página da prefeitura.

A partir do dia 9 de junho, poderão ser vacinadas contra a gripe na capital paulista pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, e população privada de liberdade.

A estimativa da prefeitura é que até o dia 9 de julho, data prevista para o encerramento da campanha, pelo menos 4,7 milhões de pessoas recebam a vacina na capital paulista. No período, os paulistanos também poderão atualizar a caderneta de vacinação com outras vacinas, como poliomielite, sarampo, pentavalente, febre amarela e rotavírus.

Covid-19

Pessoas infectadas com a covid-19 ou que receberam alta há menos de 28 dias não poderão tomar a vacina contra a influenza. A aplicação também será adiada caso a pessoa tenha sido imunizada contra a covid-19 há menos de 14 dias ou se a segunda dose estiver agendada em menos de 14 dias.

“A vacinação contra a gripe é muito importante para reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população alvo, facilitar o diagnóstico diferencial entre covid-19 e demais doenças respiratórias causadas pela influenza e evitar internações e a sobrecarga do sistema de saúde”, destacou a prefeitura em nota.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Vacinas contra sarampo e gripe serão aplicadas sábado

A capital paulista vai realizar, neste sábado (22), um dia de vacinação contra o sarampo e a gripe (Influenza). O objetivo, segundo a prefeitura de São Paulo, é prevenir as doenças e auxiliar no diagnóstico de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

A iniciativa faz parte do Dia Nacional de Mobilização da Campanha de Sarampo e vai acontecer em todas as unidades de saúde da capital, além de 300 postos volantes espalhados por supermercados, praças, shoppings, drogarias, associações de bairro, igrejas e estações de trem e de metrô. Para receber a vacina, as pessoas devem estar usando máscara.

A vacina do sarampo, que também previne contra caxumba e rubéola, é indicada para a população entre 1 e 2 anos de idade e entre 15 e 49 anos. Para crianças entre seis meses e 11 meses, e entre 3 e 4 anos, a vacinação é seletiva e dependerá da situação vacinal.

Desde o dia 15 de julho, quando começou a campanha de vacinação contra o sarampo, já foram vacinadas 405.656 pessoas na capital.

A campanha contra a Influenza teve início no dia 23 de março e, nos grupos prioritários, a cobertura chegou a 92,4% da população da cidade, com a aplicação de mais de 5 milhões de doses.

Na campanha deste sábado qualquer pessoa que ainda não tenha recebido a imunização este ano pode se vacinar contra a Influenza.

A vacina contra a gripe não protege contra a covid-19, mas ajuda os profissionais da saúde no diagnóstico da doença, já que é possível descartar os vários tipos de gripe na triagem da população que foi imunizada.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Nova etapa da Campanha de Vacinação contra gripe começa segunda-feira

Meta é imunizar 36,1 milhões de pessoas, diz Ministério da Saúde (Divulgação)

A terceira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe encerrará, neste domingo (17), a primeira de suas duas etapas tem como público-alvo, pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e mães no pós-parto até 45 dias.

No caso das mães que se encontram no período pós-parto, o ministério informa ser necessária a apresentação de um documento que comprove o puerpério (certidão de nascimento, cartão da gestante, documento do hospital onde ocorreu o parto, entre outros).

A segunda etapa da terceira fase vai de 18 de maio até 5 de junho. Nela serão incluídos professores de escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos de idade. A exemplo das demais fases, a meta do governo é vacinar pelo menos 90% de cada um desses grupos. Na terceira fase, a meta é imunizar 36,1 milhões de pessoas do grupo prioritário.

De acordo com o balanço mais atualizado do Ministério da Saúde, 60,5% do grupo prioritário havia sido vacinado contra a influenza nas duas primeiras fases da campanha, o que corresponde a um total de 39,6 milhões de doses da vacina aplicadas.

Para evitar sobreposição com relação ao número de pessoas vacinadas, o percentual divulgado pelo ministério não inclui os grupos de pessoas com comorbidades, membros das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários e o público relacionado com o sistema prisional, uma vez que, nesses quantitativos, o que se tem são estimativas populacionais.

“O quantitativo desse público é uma estimativa e pode haver sobreposição a partir de pessoas que integram diferentes grupos prioritários, por exemplo, ser caminhoneiro (público-alvo da segunda fase) e idoso (público-alvo da  primeira fase). Assim, é possível informar apenas o número de doses, de fato, aplicadas da vacina contra a gripe nestes grupos que foi 7,5 milhões”, explicou o Ministério da Saúde em e-mail enviado à Agência Brasil.

Fases anteriores

Em levantamento divulgado no início da semana, o ministério informou ter distribuído 63,2 milhões de doses da vacina. Até então, na segunda fase da campanha iniciada em 16 de abril e encerrada no dia 8 de maio, apenas 36% (ou 5,6 milhões de pessoas) do público-alvo foram vacinados. O número era 10 milhões inferior ao total de pessoas do grupo pretendido.

A segunda fase da campanha teve como público-alvo povos indígenas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Na primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação, dirigida a idosos com 60 anos ou mais e a trabalhadores da saúde, mais de 18,9 milhões de idosos foram vacinados, o que corresponde a 90,66% deste público.

Capital libera aplicação de vacina da gripe em motoboys

(Marcos Santos/USP Imagens/via Fotos Públicas)

A prefeitura de São Paulo incluiu os motoboys entre as categorias que podem receber gratuitamente a vacina contra a gripe. Para tomar uma dose, o profissional deverá ir até um posto de vacinação e apresentar um comprovante de que exerce a função – pode ser a carteira de trabalho, a carteirinha do sindicato, o cadastro em qualquer plataforma de transporte, ou a inscrição de microempreendedor. 

“Para a nossa categoria, é uma grande vitória pela importância da vacina da gripe para os profissionais que estão trabalhando mais do que o dobro e expostos ao coronavírus, devido ao isolamento da população”, destacou o presidente do SindimotoSP, Gilberto Almeida dos Santos.

A Secretaria municipal da Saúde recomenda que os profissionais motociclistas procurem a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima de sua residência ou trabalho e levem também, se possível, a carteira de vacinação ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) – ambos não são obrigatórios, mas importantes para registro. A vacinação para os motoboys está liberada desde ontem (27).

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Começa hoje 2ª fase da campanha contra a gripe

Começa hoje (16), em todo o estado de São Paulo, a segunda etapa da campanha de vacinação contra a gripe, obedecendo a calendário nacional. Desta vez, o público-alvo são agentes de segurança e salvamento e pessoas com doenças crônicas, comorbidades e outras condições clínicas especiais.

Também estão contemplados nessa fase caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo e portuários, categoria que reúne, segundo o Ministério da Saúde, 700 mil profissionais no Brasil e que foi priorizada pela pasta, por atuar com serviços essenciais durante a pandemia de covid-19. Mesmo não residindo em São Paulo, esses profissionais poderão buscar a vacina em qualquer unidade da rede de saúde do estado, por decisão do governo federal.

O ministério também informou, nesta terça-feira (14), que os povos indígenas também tiveram a vacinação antecipada para a etapa atual. O motivo é a maior vulnerabilidade que apresentam quanto às complicações da gripe, capazes de fazê-los adoecer mais gravemente.

Quando um paciente com gripe apresenta sintomas graves, caracteriza-se o quadro chamado de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de notificação obrigatória no país. Segundo o governo estadual de São Paulo, foram registrados 1,6 mil casos de SRAG no estado, em 2019, além de 284 óbitos.

De acordo com informações do governo estadual de São Paulo, divulgadas nesta segunda-feira (13), a meta de imunização entre idosos com idade acima de 60 anos foi atingida integralmente. No estado, a cobertura vacinal desse grupo foi de 100%, superando a proporção nacional, de 90,66%. Foram vacinados, ainda, 1 milhão de profissionais da saúde e 67 mil agentes da área de segurança.

A campanha segue até o dia 22 de maio e deve ser encerrada com a imunização de 90% de cada um dos grupos, no mínimo, conforme expectativa do governo federal. A terceira etapa tem início no dia 9 de maio e é direcionada para atender pessoas com deficiência, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, grávidas, mães no pós-parto e pessoas com idade entre 55 e 59 anos.

Sobre a vacina

A vacina é composta por vírus inativado e protege contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). As doses estão sendo aplicadas em cerca de 11,5 mil locais fixos e móveis, incluindo unidades de saúde, escolas, creches, farmácias, barcos, ônibus e veículos. Quem se vacina na capital pode acessar um sistema de busca disponibilizado pela prefeitura, para encontrar mais facilmente o endereço mais próximo da residência onde mora. Em nota, o governo estadual destaca que a vacina contra a gripe não imuniza contra o novo coronavírus, mas que a imunização é fundamental para que se reduza o número de pessoas com sintomas respiratórios nos próximos meses.

O Instituto Butantan, que produz as vacinas contra gripe, abriu um canal de comunicação exclusivo e gratuito, por meio do qual esclarece dúvidas da população, inclusive quanto a eventuais reações às doses. Se algo inesperado aconteceu depois da aplicação, é possível enviar um e-mail  para esclarecimento. O relato deve conter nome completo, telefone ou e-mail para contato.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Melhor alimentação para manter a imunidade

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para os cuidados com a alimentação de crianças e jovens para manter a imunidade.

Com o fechamento de grande parte das escolas privadas e públicas e o aumento exponencial de casos de Covid-2019 confirmados no Brasil, muitas crianças tiveram de ser afastadas de suas atividades, alterando também a rotina de pais e cuidadores. Para ajudá-los com a alimentação, considerando possível cenário de restrições à prática de atividades físicas, a SBD organizou algumas dicas para facilitar nutrição saudável de crianças com e sem diabetes.

De acordo com a nutricionista Silvia Ramos, coordenadora do Departamento de Nutrição, Exercício e Esportes em Diabetes da SBD, nesses dias atípicos, é de fundamental importância planejar os itens a serem ofertados. Desta forma, evita-se um erro comum: refeições e lanches com excesso de um grupo de nutrientes e falta de outros importantes para o desenvolvimento infanto-juvenil.



“É fundamental lembrar que as crianças e jovens, independente de terem ou não diabetes, necessitam de uma boa alimentação. Ao considerar este cenário de pandemia, esse cuidado torna-se ainda mais importante, visto que ajuda a manter a imunidade elevada e, nos casos de crianças e jovens com diabetes, evita-se maior vulnerabilidade ao Covid-19”, diz Silvia.

Com a redução da atividade diária – mesmo que seja a atividade escolar, educação física, aulas extras e brincadeiras fora de casa – as crianças e jovens passam a ter uma necessidade menor de alimentos, afirma a nutricionista. “Por outro lado, a ansiedade com a situação pode gerar vontade de comer e, por este motivo, mesmo sem aulas a rotina em casa deve ser planejada e se possível com a supervisão de um adulto”, complementa.

Montagem e preparo de pratos

Durante o preparo e montagem de pratos e lanches, a interação entre adultos e crianças pode auxiliar também na melhor aceitação dos alimentos, socialização dos pequenos e autonomia – além dos potenciais aspectos lúdico e educacional. Para as crianças, é importante que as refeições sejam feitas à mesa e que o momento seja focado na alimentação sem outras distrações.

Silvia aponta ainda a necessidade de atenção a alimentos que parecem saudáveis, mas podem ser pouco nutritivos. É o caso dos bolinhos prontos, biscoitos com ou sem recheio, achocolatados prontos, refrigerantes, sucos de caixinha e salgadinhos.

Alimentos industrializados e ultraprocessados, de modo geral devem ser evitados. Suas formulações, na maior parte das vezes, são ricas em açúcares, gorduras saturadas e aditivos químicos. Por isso, a busca por alimentos naturais deve ser o primeiro passo.

Para facilitar no dia-a-dia, Silvia aponta que a melhor forma de organização é dividir os alimentos em três grupos:

-Grupo de Carboidratos: fornecem energia e disposição para as atividades rotineiras. Exemplos: pães, torradas, bolos simples, cereais integrais, tapioca, panqueca, biscoitos integrais, tortas, pipoca, dentre outros;

– Grupo de Proteínas: responsáveis pela formação de tecido e músculos fundamentais para o crescimento. E o caso do leite, iogurte, coalhada, queijos e ovos.

– Grupo das frutas e hortaliças: possuem alto teor nutricional e ajudam na de saciedade. Além disso, são práticos para transportar e consumir. Exemplo: Frutas frescas ou secas, tomate, cenoura e pepino.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

Campanha de Vacinação contra a Gripe termina amanhã

Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, destinada a vacinar exclusivamente o público prioritário, entre eles, idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e professores. De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de segunda-feira (3), as doses restantes da campanha ficarão disponíveis para a população em geral. Até esta quarta-feira, 44,6 milhões de pessoas que buscaram os postos de vacinação, o que representa 75% da população-alvo.

“Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A meta do ministério é vacinar 90% do público-alvo, formado por 59,4 milhões de pessoas. Dois estados já bateram a meta de 90%: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%). Os estados com menor cobertura vacinal são Rio de Janeiro (57,6%), Acre (64,9%) e São Paulo (65,4%). Segundo a pasta, a campanha mantém, em todo o país, uma estrutura com mais de 41,8 mil postos de vacinação e a participação de aproximadamente 196,5 mil pessoas.

Os dados divulgados pelo ministério indicam que, entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registram a maior cobertura vacinal, com 94,2%, seguido pelas puérperas (91%), indígenas (86,7%), idosos (85,3%) e professores (82,8%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (32,2%), população privada de liberdade (50,4%), pessoas com comorbidades (66,6%), crianças (69,9%), gestantes (70,8%) e trabalhadores de saúde (72,9%).

No Brasil, a escolha do público prioritário obedece recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias”, diz a pasta da Saúde.