Uber renova patrocínio para ciclofaixa de lazer

(Marcelo Pereira/Pref. de São Paulo)

O prefeito Ricardo Nunes assinou nesta sexta-feira (25) o novo Termo de Cooperação com a empresa Uber para a operação da Ciclofaixa de Lazer na cidade aos domingos e feriados. A Uber assumiu o patrocínio da Ciclofaixa de Lazer em junho de 2020 e agora, a empresa renova seu compromisso por mais 12 meses, sem custos para o poder público.

“Esta é uma parceria muito importante que a Prefeitura de São Paulo tem com a Uber, que irá nos ajudar a gerenciar estes 117 quilômetros de ciclofaixas, nestes circuitos que já fazem parte da vida dos paulistanos”, disse o prefeito.

A Uber vai bancar a operação dos 117 quilômetros da Ciclofaixa de Lazer, respeitando todas as condições de segurança exigidas pela Prefeitura, além das medidas de proteção e higiene para a equipe de campo neste período de pandemia.

“Nesse cenário da pandemia, percebemos que a ciclofaixa tem sido fundamental para estimular uma mudança de hábitos nos paulistanos, na direção de atitudes mais saudáveis e sustentáveis. A Uber também compartilha essa missão, então ficamos muito satisfeitos em patrocinar o retorno da ciclofaixa em 2020 e, agora, renovar esse compromisso com a cidade por mais um ano”, disse a gerente de Operações da Uber no Brasil, Silvia Penna.

O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Levi dos Santos Oliveira, também falou sobre a importância desta renovação com a Uber. “É a manutenção de uma conquista, pois permite que a Prefeitura siga oferecendo à população uma alternativa de lazer e mobilidade segura neste momento em que ainda estamos enfrentando a pandemia. A Ciclofaixa de Lazer é um programa já aprovado pelo público e vai continuar beneficiando a cidade”, afirmou o secretário

Nesta parceria, serão mantidos os circuitos já realizados. “O paulistano se habituou à existência da ciclofaixa de lazer e a pedalar aos domingos e feriados. Já é uma atividade tradicional. A parceria com o Uber consolida São Paulo como uma cidade acolhedora para os ciclistas, tanto para os que usam a bicicleta como meio de transporte, quanto para aqueles que pedalam para se divertir” explicou o presidente da CET, Jair de Souza Dias.

Veja abaixo os trechos contemplados com a Ciclofaixa de Lazer:
PAULISTA / CENTRO / JABAQUARA / PQ. IBIRAPUERA
1) Trecho Paulista / Jabaquara – 18.852 metros
2) Trecho Paulista / Centro – 16.204 metros
3) Trecho Jabaquara / Pq. Ibirapuera – 10.252 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 45.308 METROS

PQ. IBIRAPUERA / SUMARÉ / PQ. DO POVO / PQ. VILLA LOBOS / PQ. DO CHUVISCO
4) Trecho Pq. Ibirapuera / Sumaré – 8.542 metros
5) Trecho Pq. Ibirapuera / Pq. do Povo – 7.902 metros
6) Trecho Pq. do Povo / Pq. Villa Lobos – 15.018 metros
7) Trecho Pq. Do Chuvisco / Pq. do Povo – 13.488 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 44.950 METROS

ZONA NORTE
8) Trecho Zona Norte – 8.316 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 8.316 METROS

ZONA LESTE
9) Trecho Zona Leste – 19.104 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 19.104 METROS
DISTÂNCIA TOTAL DOS TRECHOS E LOTES – 117.678 metros

Orientações da Prefeitura aos ciclistas:

  • O uso de máscara é obrigatório a todos, inclusive durante a prática de exercícios
  • Mantenha distância segura dos demais ciclistas
  • Não compartilhe garrafas de água ou alimentos
  • Sempre que possível, lave as mãos ou as higienize com álcool em gel
  • Em casa, tome banho e higienize suas roupas e seus equipamentos

Por Pref. de São Paulo

Justiça do Trabalho determina que Uber aumente proteção a entregadores

A Justiça do Trabalho de São Paulo determinou que a Uber Eats forneça aos entregadores de comida pelo aplicativo álcool em gel, auxílio financeiro em caso de afastamento e pontos de apoio para higienização. A sentença da juíza Josiane Grossl, titular da 73ª Vara do Trabalho de São Paulo, atende um pedido do Ministério Público do Trabalho.

(Roberto Parizotti/Fotos Públicas)



A juíza justificou a decisão devido ao aumento da demanda por entrega de comida em casa com a pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Ao mesmo tempo em que a utilização do delivery reduz o risco de contágio do consumidor que recebe o produto em casa, os trabalhadores que realizam as entregas ficam expostos ao contágio do coronavírus e, em razão disso, necessária a tomada de medidas a fim de reduzir o risco de propagação do vírus entre esses trabalhadores”.

A empresa deve fornecer além de álcool para higienização, equipamentos de proteção previstos nas orientações dos órgãos de saúde, como máscaras. A Uber também está obrigada a instalar mais pontos de apoio aos entregadores, chamados de centros de higienização. Atualmente, o aplicativo já mantém um local na região central da cidade de São Paulo, e com a decisão, devem ser instalados em quatro dias mais quatro pontos para atender as zonas sul, norte, leste e oeste da capital paulista.

Auxílio financeiro

A empresa também deve conceder assistência financeira aos trabalhadores que, devido a contaminação pelo coronavírus, tiverem que se afastar das atividades. Na decisão, a juíza reconhece que o aplicativo já tem concedido o benefício, mas, a magistrada enfatiza a necessidade que ele seja mantido até que o governo estadual decrete a fase azul da quarentena (última etapa do plano de flexibilização do isolamento social). A assistência também deve durar por todo o período de afastamento recomendado pelo médico, não apenas 14 dias como oferecido atualmente.

Em caso de descumprimento, a Uber está sujeita a multas de R$ 1 mil por item não seguido a um limite de R$ 500 mil.

Uber

Em nota, a empresa disse que o aplicativo Uber Eats “já cumpre a maioria das medidas trazidas na decisão”. Entre as exigências que ainda não estão em prática, a companhia diz que vai recorrer.

Segundo o comunicado, foi criado um fundo de R$ 25 milhões para apoiar todos os entregadores que foram afastados em razão da covid-19. “Eles recebem uma assistência financeira, equivalente à média dos ganhos que tiveram nos últimos três meses”, informou a empresa.

A Uber Eats disse ainda que reembolsa os trabalhadores pelos gastos com álcool em gel e máscaras, além de fornecer as orientações para evitar a contaminação, como a possibilidade de deixar os pedidos na porta, evitando o contato direto com os clientes.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Projeto cria aposentadoria especial para trabalhadores de aplicativos

O Projeto de Lei Complementar 180/20 garante a motoristas e entregadores de aplicativos o direito à aposentadoria especial após 20 anos de atividade. Em análise na Câmara dos Deputados, o texto prevê que o benefício será custeado pelos empregadores por meio de contribuição previdenciária de 10% sobre o total das remunerações pagas no mês.

Protesto na Avenida Paulista no início do mês (Roberto Parizotti/Fotos Publicas)

Poderão requerer o benefício, aos 60 anos, os homens e, aos 55 anos, as mulheres, desde que comprovem o tempo mínimo (20 anos) de atividade sujeita a condições especiais. O tempo de trabalho permanente, segundo o texto, é o que for exercido de forma não ocasional nem intermitente. O benefício se estende ao trabalhador contratado na condição de Microempreendedor Individual (MEI).

O valor do benefício corresponderá à média de todos os salários de contribuição, atualizados monetariamente, sendo limitado ao valor máximo pago pelo Regime Geral de Previdência Social.

Autores do projeto, os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), Marília Arraes (PT-PE), Bira do Pindaré (PSB-MA) e Zeca Dirceu (PT-PR) afirmam na justificativa que acompanha a proposta que a recente paralisação de entregadores de aplicativos nas grandes cidades brasileiras emocionou e revelou “um perfil de trabalhador chamado de empreendedor, mas tratado como semiescravo”.

Proteção social

Segundo os autores, esses prestadores de serviço operam sem direito a qualquer nível de proteção social, sendo explorados por empresas estrangeiras que mal pagam impostos. “Esses jovens têm reivindicações objetivas. Pedem aumento do valor pago por quilômetro rodado, aumento do valor mínimo a ser recebido e o fim do sistema de pontuação, além de seguro de vida, acidente e roubo e do auxílio pandemia”, dizem os autores.

Por Murilo Souza – Agência Câmara de Notícias

Uber vai patrocinar Ciclofaixa de Lazer na Capital

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT), assinou nesta quarta-feira (10/6), um Termo de Cooperação com a empresa Uber para a operação da Ciclofaixa de Lazer na cidade aos domingos e feriados.

(Arquivo/André Tambucci/Fotos Públicas)

A Uber, com o direcionamento da Prefeitura, vai operar os 117 quilômetros da Ciclofaixa de Lazer por 12 meses, que poderão ser renovados, sem custos para o poder público. Serão mantidos os circuitos que já eram realizados. E todas as condições de segurança exigidas pela Prefeitura para os ciclistas serão cumpridas pela Uber, além de medidas de proteção e higiene para a equipe de operação.

“A Uber vai investir R$ 11,5 milhões para cuidar das ciclofaixas, informou o prefeito Bruno Covas. “A área da Saúde já deu o okay. Não há problema nenhum por causa da pandemia e essas ciclofaixas, que estavam desativadas desde o ano passado voltam a operar por conta dessa parceria que a Prefeitura assinou com a Uber”, disse Covas. Segundo o prefeito, as bicicletas são muito importantes para a cidade, não só por causa dessa parceria, mas pelo plano cicloviário que prevê a requalificação de 310 quilômetros de ciclovias e a criação de mais 100 quilômetros até o final deste ano.

A proposta da empresa foi aberta em sessão pública no dia 17 de fevereiro e passou por análise técnica da Secretaria de Mobilidade e Transportes e da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU).

A primeira montagem da Ciclofaixa de Lazer pela Uber está prevista para o dia 19 de julho e se somará aos esforços da Prefeitura para oferecer condições seguras tanto de mobilidade quanto de lazer nesse momento de abertura gradual das atividades da cidade. A data poderá ser revista caso haja necessidade de readequação do plano de abertura da cidade.

Motoristas da Uber vão parar por 24h no Brasil

“A bicicleta é o modal mais seguro para evitar a disseminação da Covid-19. A Organização Mundial da Saúde recomenda que, sempre que possível, nos deslocamentos mais curtos, a população deve privilegiar caminhadas e deslocamento por bicicleta. A Prefeitura de São Paulo está oferecendo com apoio da Uber a volta da ciclofaixa de lazer, que é um importante e seguro circuito para a população” , afirma Édson Caram, secretário municipal de Mobilidade e Transportes.

“Após o período de isolamento necessário, acreditamos que a ciclofaixa terá um papel-chave na recuperação de São Paulo. A expectativa da Uber é a de que a ciclofaixa possa ir além do papel que tinha até então e se transforme na porta de entrada do paulistano para novas formas de mobilidade e sirva de estímulo para as pessoas mudarem hábitos, ajudando a reduzir o congestionamento e a poluição, que são duas peças do cotidiano que ninguém sente saudade”, afirma Claudia Woods, diretora geral da Uber no Brasil.

Desde a última ativação da ciclofaixa, em 25 de agosto de 2019, a Prefeitura não mediu esforços para reativar esse tão importante projeto da cidade de São Paulo. Nenhum dos interessados, porém, havia conseguido cumprir os requisitos mínimos de segurança para que a Ciclofaixa de Lazer pudesse ser devolvida à população.

Veja os trechos contemplados com a Ciclofaixa de Lazer:

PAULISTA / CENTRO / JABAQUARA / PQ. IBIRAPUERA
1) Trecho Paulista / Jabaquara – 18.852 metros
2) Trecho Paulista / Centro – 16.204 metros
3) Trecho Jabaquara / Pq. Ibirapuera – 10.252 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 45.308 METROS

PQ. IBIRAPUERA / SUMARÉ / PQ. DO POVO / PQ. VILLA LOBOS / PQ. DO CHUVISCO
4) Trecho Pq. Ibirapuera / Sumaré – 8.542 metros
5) Trecho Pq. Ibirapuera / Pq. do Povo – 7.902 metros
6) Trecho Pq. do Povo / Pq. Villa Lobos – 15.018 metros
7) Trecho Pq. Do Chuvisco / Pq. do Povo – 13.488 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 44.950 METROS

ZONA NORTE
8) Trecho Zona Norte – 8.316 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 8.316 METROS

ZONA LESTE
9) Trecho Zona Leste – 19.104 metros
DISTÂNCIA TOTAL – 19.104 METROS
DISTÂNCIA TOTAL DOS TRECHOS E LOTES – 117.678 metros

Última instância da Justiça do Trabalho nega vínculo de motorista com Uber

(Arquivo/Agência Brasil)


Por unanimidade, a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu hoje (5) negar o vínculo empregatício de um motorista com o aplicativo de transporte Uber. Trata-se da primeira decisão da última instância trabalhista sobre o tema.

A medida tem efeito imediato somente para o caso de um motorista específico, mas abre o primeiro precedente do tipo no TST, de onde se espera uma unificação do entendimento sobre o assunto na Justiça do Trabalho. Isso porque, em instâncias inferiores, têm sido proferidas decisões conflitantes a respeito dos aplicativos de transporte nos últimos anos.

Todos os ministros que participaram do julgamento no tribunal seguiram o voto do relator, ministro Breno Medeiros. Para ele, o motorista não é empregado do Uber porque a prestação do serviço é flexível e não é exigida exclusividade pela empresa.

O TST considerou ainda que o pagamento recebido pelo motorista não é um salário, e sim uma parceria comercial na qual o rendimento é dividido entre o Uber e o motorista. Esse é um dos principais pontos da defesa do aplicativo, que alega não ser uma empresa de transporte.

Dessa maneira, o tribunal revogou decisão da 15ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2), segunda instância da Justiça trabalhista com sede em São Paulo, que em agosto de 2018 havia reconhecido o vínculo empregatício entre o motorista Marco Vieira Jacob e o Uber.

Na ocasião, o TRT2 compreendeu que o motorista não tem a autonomia que é alegada pelo Uber, sendo obrigado por exemplo a seguir diversas regras de conduta estabelecidas pela empresa.

Durante o julgamento desta quarta (5), os magistrados da Quinta Turma do TST – os ministros Breno Medeiros e Douglas Alencar Rodrigues e o desembargador convocado João Pedro Silvestrin – ressaltaram a necessidade urgente de que seja elaborada uma legislação específica para regulamentar as relações trabalhistas envolvendo aplicativos de transporte.

Por  Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Suspeito de matar motorista de aplicativo é preso

Elvis era motorista de aplicativo (Reprodução)


Foi preso em Itaquaquecetuba, na grande São Paulo, um homem de 22 anos suspeito de participar da morte de um motorista de aplicativo durante um assalto, na semana passada. A vítima, Elvis Souza Leite, de 41 anos, foi atraída por três bandidos por meio de uma chamada no aplicativo e, no meio da corrida, os criminosos anunciaram o roubo.

Segundo a Polícia Civil, Elvis foi enforcado com o cinto de segurança por um dos bandidos e morreu na hora. Após o crime, os investigadores conseguiram identificar um adolescente que participou do Latrocínio, que ajudou na identificação do segundo suspeito.

A Justiça determinou a prisão dele, que não teve o nome divulgado, e a prisão aconteceu no bairro Cidade Kemel, também em Itaquaquecetuba. Agentes ainda tentam identificar o terceiro assaltante, que está foragido.

*Com informações da Polícia Civil

Presa quadrilha que roubava motoristas de aplicativo

Motoristas eram atraídos até a região do Shopping Morumbi, na zona sul (Ilustrativa/Reprodução)


Estão presos dois homens e dois adolescentes suspeitos de roubar e extorquir motorista de aplicativo na zona sul de São Paulo. As prisões foram feitas pelo primeiro distrito policial de Diadema, na grande São Paulo.

Os suspeitos usavam o aplicativo para atrair os motoristas para a região do Shopping Morumbi. O destino das corridas era sempre Diadema.

Após o embarque, eles anunciavam o assalto. Outros dois suspeitos que estavam em um veículo atrás entravam no carro.

Motoristas tinham o rosto coberto com saco plástico, as mãos eram amarradas e a vítima era obrigada a dizer senhas bancárias.

Enquanto o motorista de aplicativo ficava rendido no carro, os suspeitos percorriam lojas fazendo compras. Segundo a Polícia Civil, na casa dos presos foram encontrados objetos roubados.

O carro usado na ação para seguir o veículo do motorista de aplicativo era roubado e estava com placa clonada.

*com informações da Polícia Civil de São Paulo

STJ decide sobre vínculo do motorista com a Uber

Por Felipe Pontes 

(Reprodução)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os motoristas de Uber não têm vínculo empregatício e, por isso, não podem reivindicar direitos na Justiça trabalhista. A decisão, publicada hoje (4), foi tomada na semana passada, por unanimidade, pelos dez ministros que compõem a Segunda Seção da Corte.

O entendimento foi alcançado no julgamento de um conflito de competência, em que coube ao STJ definir qual ramo da Justiça deveria julgar um pedido de indenização feito por um motorista após o Uber bloqueá-lo por má-conduta.

O motorista processou o aplicativo na Justiça de Minas Gerais, alegando danos materiais por ter ficado impossibilitado de trabalhar. Contudo, por entender tratar-se de um conflito trabalhista, o juízo estadual enviou o caso para a Justiça do Trabalho, que tampouco reconheceu ser competente para julgá-lo.

Ao definir a competência da Justiça comum para analisar o processo, o relator no STJ, ministro Moura Ribeiro, afirmou que os “motoristas de aplicativo não mantêm relação hierárquica com a empresa Uber, porque seus serviços são prestados de forma eventual, sem horários pré-estabelecidos, e não recebem salário fixo, o que descaracteriza o vínculo empregatício entre as partes”.

Para o ministro, o motorista de aplicativo é um trabalhador autônomo. “Afastada a relação de emprego, tem-se que o sistema de transporte privado individual, a partir de provedores de rede de compartilhamento, detém natureza de cunho civil”, afirmou. Ele foi acompanhado por todos os demais ministros da Segunda Seção do STJ.

STF: Prefeituras não podem impedir aplicativos como Uber

Por André Richter

Baixe o aplicativo do SP AGORA

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (8) que é inconstitucional proibir a atuação dos motoristas particulares dos aplicativos Uber, Cabify e 99.

Por unanimidade, com base no princípio constitucional da livre concorrência, a Corte decidiu que os municípios podem fiscalizar o serviço, mas não podem proibir a circulação ou estabelecer medidas para restringir a atuação.



A decisão da Corte também poderá acabar com a guerra jurídica de liminares que autorizaram e proibiram a circulação dos motoristas em várias cidades do país.

O STF julgou ações contra leis de Fortaleza e de São Paulo proibindo a atuação dos motoristas. O caso foi julgado a partir de ações protocoladas pelo PSL e pela Confederação Nacional de Serviços (CNS).

O caso começou a ser julgado em dezembro do ano passado, quando o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.

Nesta tarde, ao votar sobre a questão, Lewandowski acompanhou os votos dos ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, relatores das duas ações, que liberaram o serviço dos aplicativos.

Também votaram a favor dos aplicativos os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Dias Toffoli.

Motoristas da Uber vão parar por 24h no Brasil nesta quarta-feira

Motoristas da Uber vão parar por 24h no Brasil

Motoristas da Uber vão parar por 24h no Brasil
Protesto mundial pede que motoristas desliguem o app da Uber por 24h(Foto:Divulgação)

Motoristas da Uber no Brasil decidiram aderir ao movimento internacional de protesto contra a empresa em razão da abertura de capital do aplicativo na Bolsa de Valores, que deverá ocorrer nesta sexta (10). Por aqui, associações e condutores sugerem que todos desliguem o aplicativo a partir da 00h desta noite até as 23h59 desta quarta (8).

A adesão à greve parte tanto de motoristas independentes quanto de associações estaduais – envolverá ao menos São Paulo, Rio de Janeiro, Minais Gerais, Rio Grande do Sul. Tocantins, Pernambuco, Espírito Santo e Bahia. A comunicação entre os condutores se dá por grupos de WhatsApp e Telegram, além de páginas do Facebook.

Os motoristas não conseguem estimar o potencial do ato, já que há apenas uma “sugestão” para que todos os condutores incomodados com práticas da empresa desliguem o app. Além disso, um ato convocado por motoristas está programado para acontecer em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, na manhã desta quarta (8). Eles devem se deslocar até a Bolsa de Valores paulista.

“A paralisação é por causa do IPO da Uber. É uma forma de retaliação. A Uber só está crescendo em valor. Quem é que produziu isso? Foi o motorista, que não é reconhecido. Não tem aumento há anos e os combustíveis estão aumentando duas vezes por semana”, afirmou Eduardo Lima, presidente da Amasp (Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo).

Motoristas querem valorização e segurança

Por trás do ato mundial, que começou com um movimento norte-americano, está a tentativa de motoristas terem aumento no valor recebido. A sugestão é que haja um reajuste na tarifa básica cobrada do passageiro, além de aumento no valor por quilômetro rodado – demanda parecida à feita em protesto recente em São Paulo.

“Não tem como você manter a prevenção do seu veículo em dia com uma tarifa desta. A gente sabe que isso é em parte culpa do governo, ele que proporciona os impostos. E aí afeta o sistema. Como o governo não baixa o combustível, temos que pressionar os aplicativos para que aumente o valor da tarifa para o motorista ter um lucro maior”, explica Eduardo.

Eduardo pede que haja um aumento de R$ 2 na tarifa básica, além de que a Uber baixe para de 15% a 20% a taxa cobrada do motorista por corrida. Já outras entidades citam que é necessário também que medidas de segurança novas sejam impostas pelo app.

“Temos alguns problemas de tarifa, mas o foco principal hoje no Rio de Janeiro é a segurança. Hoje mesmo faleceu um motorista no Rio”, diz Denis Moura, presidente da Ampa-RJ (Associação de Motoristas Particulares Autônomos do Rio de Janeiro).

Entre as medidas que Denis cita está um cadastro mais rigoroso de passageiros e inclusão de foto do passageiro no app. Além disso, Denis pede um veto para apelidos no app usado por passageiros e também que corridas para terceiros (quando uma pessoa pede em nome de outra) sejam melhoradas na plataforma.

Atos ocorrerão em Estados brasileiros

Enquanto algumas associações sugerem só que o aplicativo da Uber seja desligado, outras programam atos físicos. Um dos líderes da manifestação em São Paulo é Paulo Reis, presidente da CoopDrivers. Segundo ele, estão confirmados atos, além da capita paulista e interior, no Rio de Janeiro, Recife, Acre, Brasília e Bahia.

“Quatro caravanas do interior virão para São Paulo para o Vale do Anhangabaú. A reivindicação é o reajuste do valor pago aos motoristas. Os passageiros já pagam mais caro desde o ano passado, mas a Uber paga menos para motoristas. Queremos reajuste do pagamento aos motoristas”, diz Paulo.

O ato no Vale do Anhangabaú está previsto para ocorrer durante a parte da manhã. Mesmo assim, a sugestão é que o aplicativo do motorista fique desligado durante todo o dia.

Baixe o aplicativo do SP AGORAVocê será afetado?

Não está claro o potencial do ato, mas é possível, por exemplo, que tarifas fiquem mais caras ao longo desta quarta (8) em todos os aplicativos – o protesto contra a Uber será ampliado também a outros apps como 99, Cabify e afins. Os próprios organizadores, contudo, sabem que nem todos os condutores vão aderir.

“Acredito que a paralisação vai ter uma grande adesão porque basta desligar o celular, a manifestação não sei porque muito motorista fica receoso. Não tem como ter uma temperatura. Pode ser que o passageiro não tenha problema, as entidades não conseguem chegar a todos os motoristas. Tem motorista que nem vai saber de nada amanhã”, conta Eduardo Lima.

Eduardo diz conversar há anos com a Uber no Brasil, mas diz sempre ouvir que “se a tarifa aumentar, a demanda vai cair e irá prejudicar os motoristas”. Eduardo diz não concordar com isso.

“O brasileiro tem o poder de se acostumar com tudo. Vai ter uma queda no começo, mas a população já se habituou a usar esses serviços. Então eu acredito que em um primeiro momento pode ter uma pequena queda, mas depois o passageiro volta. O aumento que pedimos é de R$ 2, não é exorbitante”, opina.

A intenção das organizações é, após a paralisação desta quarta (8), fazer um balanço mundial dos atos para depois tomar outras atitudes.

Portal Uol