Justiça

Alexandre de Moraes ordena retirada de mensagem disparada pelo Telegram

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Telegram apagasse uma mensagem enviada aos seus usuários contra a aprovação do projeto de lei que visa combater a divulgação de fake news. A mensagem foi considerada “flagrante e ilícita desinformação” por ter afirmado que a eventual aprovação do projeto de lei pode ser entendida como censura.

A decisão do ministro questiona o poder do Telegram, trazendo à tona uma reflexão sobre a liberdade de expressão na internet e a responsabilidade sobre a disseminação de informações falsas. Em um momento em que a desinformação tem sido um problema crescente nas redes sociais, é importante ressaltar a necessidade de medidas eficazes para combater esse tipo de prática, sem ferir os valores democráticos fundamentais.

O Telegram alegou que o projeto “concede poderes de censura” ao governo federal e cria um sistema de vigilância permanente que “matará a internet moderna” se aprovado pelo Congresso Nacional. A mensagem ainda ameaçou que, se o projeto passar com a redação atual, “empresas como o Telegram poderão ter que deixar de prestar serviços no Brasil”.

A resposta às alegações errôneas do Telegram foi rápida. Além da remoção da mensagem, o aplicativo foi intimado a enviar nova mensagem aos usuários, reconhecendo a ilegalidade da mensagem anterior. Os representantes legais do Telegram no país, por sua vez, foram intimados a prestar depoimento à polícia federal dentro de 48 horas. Caso o Telegram descumpra as ordens judiciais, o aplicativo ficará fora do ar por 72 horas.

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Em meio a todo esse debate, é fundamental buscar um equilíbrio entre a liberdade de expressão e a proteção dos direitos individuais e coletivos. A disseminação de informações falsas prejudica a sociedade e a democracia. É preciso fortalecer as legislações contra as fake news e a desinformação na internet sem ferir os direitos fundamentais.

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