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Capital libera estúdios de tatuagem, audiovisual e pesquisa

O prefeito Bruno Covas regulamentou o funcionamento de mais três setores das fases dois e três do Plano São Paulo, do Governo do Estado. Os protocolos de retomada foram assinados por sete entidades que representam os setores audiovisual, pesquisa, tatuagem e piercing nesta quarta-feira (8). Com a publicação no Diário Oficial nesta quinta-feira (9), os estabelecimentos estarão liberados para retomar suas atividades, desde que sigam as medidas recomendadas pelos protocolos geral e de autorregulação do setor.

“É uma alegria poder agradecer a todos vocês, em primeiro lugar pela paciência, pela resiliência, pelo sacrifício que cada um fez, para que pudéssemos passar pela fase mais difícil da pandemia, um momento que o poder público pôde aproveitar  para ampliar a rede hospitalar  na cidade de São Paulo. Tínhamos 507 leitos de UTI e chegamos a ter 92%  dos leitos ocupados. Estamos já há três semanas com menos de 60% dos leitos administrados pela Prefeitura ocupados, já desmobilizamos um hospital municipal de campanha”, afirmou Bruno Covas.

Para o prefeito, não há a menor dúvida de que os números que São Paulo vem colecionando nas últimas semanas permitiram que a cidade avançasse para a segunda fase e, agora, para a terceira.

“Isso é fruto do trabalho não apenas do poder público, que reforçou a rede hospitalar, que não deixou ninguém sem atendimento na cidade de São Paulo mas, acima de tudo, por conta da sociedade que também colaborou, ajudou, se isolou e que mudou suas atitudes, seus hábitos e passou a utilizar máscara”, enfatizou Bruno Covas.

De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso, hoje foram totalizadas 58 entidades  que já terão firmado protocolos de abertura com a Prefeitura.

”Tudo com segurança e responsabilidade, para que possamos dar continuidade a esse trabalho de preservação da vida e da saúde, mas também para que possamos seguir preservando os empregos e a geração de renda de todos. Hoje, com setores importantes, de vocações da cidade de São Paulo, da economia criativa e das pesquisas e que estão se somando, então, a um conjunto de mais de 13 setores que já estão funcionando a todo vapor  e que,  em breve, terão outros companheiros. Este é um momento difícil porém bem-sucedido e a prova é termos a parceria de entidades tão importantes”, destacou a secretária.

As entidades que assinaram o protocolo nesta quarta-feira foram Sindcine – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual dos Estados de SP; Siasp – Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo; Apro – Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais; Associação dos Tatuadores do Bem;  Associação dos Tatuadores e Perfuradores do Brasil – ATPB; Sescon – Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado de São Paulo e ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Os protocolos de higienização e prevenções devem ser seguidos, também, por empresas que não são associadas a essas entidades, contribuindo com os cuidados com os clientes e profissionais da área.

Para retomar as atividades os estabelecimentos deverão seguir as orientações gerais de atendimento on-line, distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas, organização de filas, demarcação de pisos e fornecimento de máscaras e álcool em gel. Antes de reabrir, as empresas devem também higienizar os locais, evitando a contaminação das pessoas e a propagação do vírus.

“Nós já estamos, há alguns dias, com o chamado RT abaixo de 1, ou seja, para cada pessoa com o vírus, para menos de uma pessoa ele é transmitido. É um índice referência  utilizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), para começar a falar em reabertura. Estamos fazendo aos poucos, com a tranquilidade de que não vamos retroceder. Várias cidades, que foram abrindo de qualquer  forma, tiveram que voltar atrás, no Brasil e no mundo. Tiveram que voltar a decretar lockdown, a fazer quarentena, porque reabriram de qualquer forma. Estamos fazendo isso, acima de tudo, em parceria com os setores que estão propondo seus protocolos, apresentando suas ideias”, declarou Covas.

Além das orientações gerais, os estabelecimentos que não são contemplados por portarias específicas deverão seguir as regras constantes dos protocolos que regulam os setores.

As propostas de reabertura são enviadas pelas entidades setoriais para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, que faz a análise das propostas e as envia para validação da vigilância sanitária.

“Não adianta o poder público inventar moda, se quem conhece a atividade não participa da elaboração das suas próprias regras. Quero agradecer pelo empenho, dedicação  e trabalho conjunto de todos. Tenho  certeza de que, em breve, estaremos assinando mais e mais protocolos para retomar a atividade na cidade e reduzir o prejuízo econômico. A pandemia não trouxe apenas uma problema de saúde, mas também um problema social e econômico. Então, retomando com a cautela necessária, vamos avançar e não retroceder dentro de alguns dias”, disse Bruno Covas.   

 Confira as orientações que cada setor deverá seguir:

 Audiovisual

Os produtores, câmeras e demais funcionários deverão utilizar equipamentos de proteção durante todo o processo. Atores só poderão retirar a máscara na hora exata da gravação. As filmagens em locais públicos estão proibidas até o fim da pandemia. Será permitido apenas gravações por meio remoto, com deslocamento mínimo de equipe e equipamentos.

O processo de pré-produção deve seguir a modalidade de teletrabalho, sempre que possível. Os projetos deverão ser analisados com cuidado para, se necessário, aumentar o período do cronograma, tendo em vista que será necessário seguir os procedimentos de higienização e sanitização com frequência.

Os roteiros deverão ser adequados de acordo com a nova realidade e limites impostos pela pandemia, evitando cenas que os atores precisem ter contato físico uns com os outros.

Empresas de pesquisa

As empresas deverão fornecer kits de equipamentos de proteção com máscaras de tecido nos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde; álcool 70% em spray para higienização dos sapatos; luvas e álcool 70% em gel para higienização das mãos.

Os trabalhadores de campo deverão trocar suas máscaras a cada duas horas e o descarte das luvas após o fim de cada entrevista ou visita a domicílio. Os pesquisadores só poderão entrar nas casas das pessoas se for extremamente necessário e após fazer a higienização adequada dos sapatos.

Antes de iniciar a entrevista, questionar se o entrevistado ou alguma outra pessoa que mora na residência apresentou os sintomas do coronavírus, evitando assim qualquer exposição aos colaboradores de campo.

As orientações de utilização de máscaras, espaçamento entre os colabores e redução de expediente também deverão ser seguidas durante o trabalho dentro do escritório.

Estúdios de tatuagem e piercing

Os orçamentos de tatuagens deverão ser feitos exclusivamente on-line. Antes de se deslocar até o estabelecimento, o cliente deve tomar banho, higienizando bem o corpo e secando o cabelo. Ao chegar no estúdio, o cliente receberá um propé, uma touca e uma máscara. No caso de lojas com tapete sanitizante, o cliente será orientado a como fazer a limpeza e secagem dos sapatos.

É recomendável que o cliente não leve acompanhantes para a sessão, tendo em vista que só uma pessoa poderá ficar na sala de atendimento durante o procedimento.

Os estabelecimentos deverão agendar os atendimentos com espaço de 40 minutos entre eles. Os funcionários devem usar máscaras cirúrgicas de tripla proteção, sendo trocada a cada quatro horas ou caso a mesma umedeça. Durante os procedimentos é necessário utilizar o protetor facial (face shield) ou óculos de proteção, além dos equipamentos que já são utilizados no dia a dia.

Os tatuadores têm por obrigação embalar com plástico filme de PVC a maca, bancada e tintas que serão utilizadas; fazer o isolamento das máquinas de tatuagem, clipcord e fonte com plásticos próprios para a criação de barreiras dos equipamentos. Após cada atendimento, fazer a desinfecção de nível médio no objetos não passíveis de descarte.

*com informações da Prefeitura de São Paulo

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