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Tarifa de ônibus a R$ 4,30 passa a valer na segunda em SP

O preço da passagem de ônibus municipal em São Paulo será reajustado para R$ 4,30 a partir de segunda-feira (7). As tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passarão a custar também R$ 4,30 no dia 13.

Novos valores:

Tarifa básica: de R$ 4 para R$ 4,30;
Tarifa integrada (ônibus + Metrô ou CPTM): de R$ 6,96 para R$ 7,21 até 12 de janeiro; depois, com o reajuste dos trilhos, vai para R$ 7,48.
Bilhete Diário: de R$ 15,30 passa para R$ 16,40;
Bilhete Mensal somente ônibus: de R$ 194,30 para R$ 208,90.

Quem quiser continuar pagando o valor atual nos ônibus, de R$ 4, deve carregar o Bilhete Único até este domingo (6). A nova tarifa passará a valer somente quando o crédito carregado acabar. A integração também será no valor antigo: de R$ 6,96. O valor máximo de recarga acumulado é de R$ 350 no bilhete comum.

O passageiro que recarregar o cartão entre os dias 7 e 12, ou seja, antes do reajuste dos trilhos, vai pagar no ônibus a tarifa de R$ 4,30, mas no Metrô e na CPTM R$ 4. A tarifa integrada, nesse caso, será de R$ 7,21 até o fim dos créditos.

Com o Bilhete Único, o passageiro tem o direito de fazer quatro viagens de ônibus no intervalo de três horas na capital paulista, ou de uma viagem na CPTM ou no Metrô mais três em ônibus da capital durante três horas. Diariamente, 9,5 milhões de passageiros utilizam os 14 mil ônibus que circulam pela cidade.

A administração municipal decidiu manter a política de subsídio apenas para o passageiro. As gratuidades para idosos, estudantes e pessoas com deficiência serão mantidas.

Já o vale-transporte para as empresas deixará de ser subsidiado pelos impostos municipais pagos pela população. O valor a ser pago pelo empregador passará a ser de R$ 4,57. O fim do subsídio alcança apenas as empresas. Para o trabalhador, o desconto de 6% em folha, conforme define a Legislação Trabalhista, não sofrerá alteração. A mudança no vale-transporte deve entrar em vigor em 30 dias.

Inflação

O aumento da tarifa na gestão Bruno Covas (PSDB) foi de 7,5%, índice maior do que a inflação, que deve fechar 2018 em 3,69%, segundo projeção do Banco Central (BC).

A Prefeitura argumentou que o aumento foi baseado na inflação acumulada dos últimos três anos, de acordo com o IPC-Fipe, de 13,06%.

“Por dois anos, em 2016 e em 2017, a tarifa não sofreu qualquer reajuste, mantendo-se no valor de R$ 3,80, impactando significativamente o orçamento da Prefeitura. Em 2018, houve um aumento abaixo da inflação, elevando o valor para R$ 4,00. Agora, a Prefeitura realiza uma necessária adequação da receita para reduzir o desequilíbrio do sistema”, disse em nota.

Normalmente, a Prefeitura anuncia o aumento da passagem de ônibus em conjunto com o governo do estado, que é responsável por reajustar as tarifas dos trens do Metrô e da CPTM. O governador anterior, Márcio França (PSB), porém, não se manifestou, deixando para seu sucessor, João Doria (PSDB), a responsabilidade de informar o novo preço –o que ocorreu na quinta (3).

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