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Acidentes com moto estão entre as principais causas de amputação

(Arquivo/Nivaldo Lima/SP AGORA

Quem enfrenta o trânsito já sabe. É cada vez maior o número de motos que circulam pelas ruas do país: 23 milhões em 2018. O veículo, além de ser ágil e econômico tem, cada vez mais, facilidades na hora da compra, com valores bem acessíveis. 

É muita moto. E, justamente pela sua agilidade, muitos motoqueiros acabam colocando suas vidas em risco, realizando manobras perigosas e audaciosas em meio a carros e ônibus. Tudo isso só aumenta as estatísticas de acidentes de trânsito com motociclistas, que acabam ficando mais vulneráveis. Para se ter uma ideia, segundo o Governo do Estado de São Paulo, oito em cada 10 internações por acidentes de trânsito envolvem motos. O aumento dos internamentos por acidente de moto foi de mais de 15% desde 2013.

A maioria de homens entre 20 a 59 anos. Mas nem todos os acidentes terminam de forma fatal. Alguns conseguem sobreviver com sequelas. É o caso da Maraci Terezinha da Rocha, auxiliar de serviços gerais que teve a perna esquerda amputada após um acidente com a moto.

“Estava de folga no dia do acidente, voltando da casa do meu namorado. Um motorista cruzou a preferencial e não me viu. Fiquei entre a vida e a morte, de coma e tudo. Mas, graças a Deus consegui resistir e ter apenas a perna amputada, mas poderia ter sido bem pior”, conta Maraci.

A amputação é um dos problemas comuns ocasionados por acidentes de trânsito, sobretudo motocicletas. Para se ter uma ideia, dados divulgados pelo banco de dados SIHSUS, mostraram que de 2008 a 2015, em todo o Brasil foram registrados 361.585 procedimentos de amputações de membros inferiores e superiores. E a segunda maior causa ainda é o trânsito, que representa 20% das amputações, ficando atrás apenas da diabetes, segundo revelou a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

Esse é um dado que também é possível de ser percebido nas clínicas de reabilitação específicas para pessoas amputadas, como é o caso da Ottobock, que desenvolve um trabalho de reabilitação com base num protocolo internacional.

“Aqui na nossa clínica em São Paulo, entre os que sofreram perda de membros por trauma, 70% por decorrência de acidentes de moto. Diferente da diabetes, em que muitas vezes as amputações são mais simples, como dedos, por exemplo, esse tipo de trauma exige um processo de reabilitação mais completo”, conta Dr. Marco Guedes, da unidade da Ottobock Clinical Services em São Paulo.

Reinserção por meio da reabilitação

(Divulgação)

O processo de reabilitação no período pós-amputação deve ser cauteloso. A Ottobock, marca alemã líder no mercado de próteses e órteses, desenvolve um trabalho baseado num protocolo internacional e que segue nove passos, incluindo a fabricação de uma prótese personalizada, desenvolvida exclusivamente para o paciente que teve um membro amputado.

“Quando o paciente chega à clínica, ele geralmente está muito abalado, o que é bem normal. E toda a equipe da Ottobock está preparada para recebê-lo da melhor forma, realizando com ele uma pré-avaliação, ouvindo as expectativas do paciente envolvendo-o na escolha da sua prótese. Assim, todo o trabalho é desenvolvido com o objetivo de atender a demanda do paciente, preparando o seu corpo para receber a prótese, e realizando um trabalho de fortalecimento muscular, habilidade e confiança para que a prótese passe a ser uma extensão do seu corpo”, explica a fisioterapeuta da clínica, Rafaela DeConti.

A prova de como a marca é comprometida com o processo de reinserção de seus pacientes é a parceria que ela mantém com o Comitê Paralímpico e o grande número de embaixadores paratletas que a marca possui, como Daniel Dias, Vinícius Rodrigues, Edson Dantas, Fernando Fernandes, Pauê, entre outros.

“Dentro do esporte, como profissional, estar relacionado a maior empresa de próteses e que trata a reabilitação como prioridade, trazendo para a discussão um assunto que eu vivo me inspira a poder somar ainda mais e poder contribuir para que outras pessoas possam passar por esse processo”, contou Pauê, considerado o primeiro surfista biamputado e que, além de utilizar as próteses da Ottobock passou pelo processo de reabilitação, que o auxiliou muito na conquista das suas várias medalhas.

A Ottobock é responsável também pela reabilitação da Maraci, que sofreu o acidente em maio deste ano e que, com cerca de um mês de tratamento, está se adaptando à prótese e já consegue até descer escadas. “Logo após a amputação, fiquei indecisa entre a clínica que eu iria escolher, mas acabei optando pela Ottobock porque pude perceber a preocupação deles em me reinserir na vida novamente. Meus resultados só têm sido bons porque o trabalho desenvolvido aqui também é de ponta, juntando tecnologia e um trabalho bem humanizado”, finalizou Maraci.

Orientação

(Arquivo/SSP/Reprodução)

Polícia Militar Rodoviária e CCR RodoAnel realizam neste sábado (27) abordagens educativas para orientar os motociclistas sobre as melhores práticas para conduzir em rodovias. A ação -que acontece na praça de pedágio 13, na altura do km 25 do Trecho Oeste do Rodoanel (pista externa – Sentido Régis Bittencourt/Litoral), acesso à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) – tem o apoio da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

O objetivo da campanha é conscientizar de forma prática os motociclistas sobre as melhores práticas de pilotagem defensiva, além da importância da manutenção preventiva das motocicletas. Joelson Ferreira, coordenador de Tráfego da CCR RodoAnel, explica que esta ação integra o Plano de Redução de Acidentes (PRA) das concessionárias, pactuado com a ARTESP.

“É essencial que o piloto saiba como se posicionar para não ficar nos pontos cegos dos outros veículos, especialmente caminhões, além da importância de trafegar em velocidade compatível, conferindo assim maior tempo de reação em caso de problemas”, reforça Joelson.

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